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Domingo, 06 de abril de 2025

Quem é Susan Crawford, juíza progressista que derrotou campanha de Trump e Musk em Wisconsin

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Magistrada eleita para Supremo do estado se manifestou a favor dos direitos ao aborto e à negociação coletiva para trabalhadores

A juíza Susan Crawford cumprimenta apoiadores após sua vitória na disputa pela Suprema Corte de Wisconsin, em Madison - Scott Olson/1º.abr.25/Getty Images via AFP

Vilhena, RO - A juíza Susan Crawford, 60, conquistou um assento na Suprema Corte do estado americano de Wisconsin nesta terça-feira (1º), após derrotar Brad Schimel, apoiado pelo presidente Donald Trump.

Crawford também superou a campanha milionária de Elon Musk em prol de Schimel. O dono de empresas como a rede social X e a fabricante de carros elétricos Tesla investiu US$ 25 milhões (cerca de R$ 142 milhões) em uma corrida que se tornou uma espécie de referendo sobre o bilionário em contraste com seus cortes no governo federal.

Essa eleição estadual chamou a atenção do mundo porque pode afetar decisões sobre aborto e direitos trabalhistas.

A juíza Susan Crawford mora em Madison, a capital de Wisconsin. Ela é casada com Shawn Peters, um acadêmico da Universidade de Wisconsin-Madison, e tem dois filhos.

Nome desconhecido nacionalmente até esta terça-feira, Crawford já havia sido eleita juíza no condado de Dane em 2018, e reeleita em 2022.

Durante sua carreira, ela se manifestou a favor dos direitos ao aborto e tem sido uma defensora pública dos direitos de negociação coletiva para trabalhadores e direitos de voto.

O site de sua campanha promove seu período como advogada, quando ela "protegeu os direitos de voto e dos trabalhadores e representou a Planned Parenthood de Wisconsin para defender o acesso aos cuidados de saúde reprodutiva".

Antes de se tornar magistrada, ela passou anos trabalhando no Departamento de Justiça de Wisconsin, incluindo como procuradora-geral assistente.

Em 2009, o governador Jim Doyle a nomeou como sua principal conselheira jurídica, cargo que ocupou até 2010. Nesse cargo, ela também presidiu o Conselho Consultivo de Clemência do Governador, responsável por avaliar solicitações de perdão e fazer recomendações ao Executivo estadual.

Em 2011, ingressou no escritório de advocacia privado Cullen Weston Pines & Bach. Dois anos depois, tornou-se sócia da empresa.

Fonte: Folha de São Paulo

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